segunda-feira, 26 de julho de 2010

10 razões para sua empresa largar o Windows e abraçar o Linux

Fonte: PC World/EUA
Publicada em 26 de julho de 2010 às 07h50

O fim do suporte a versões antigas do Windows pode ser uma boa oportunidade para considerar a migração para o sistema que, além de livre, é grátis.

Agora é uma hora particularmente boa para largar o Windows, tanto nas estações de trabalho como em servidores. Um exemplo: agora que a Microsoft parou de oferecer suporte para versões mais antigas do Windows em 13 de julho, você vai precisar de algo diferente para usar em seus servidores.  Esteja você mudando do Windows Server 2003 para o 2008 ou para um servidor Linux – ou trocando o cansado Windows Vista dos desktops pelo alienígena Windows 7 ou algo mais amigável – o Linux lhe dá liberdade e, principalmente, liberdade de escolha.

Você pode acreditar que deixar o Windows e migrar para o Linux é algo difícil, mas a mudança no modo de pensar e a percepção dessa mudança são o que há de mais difícil. Se você já tentou atualizar o Windows XP para o Windows 7, então sabe o que é dor.

Os empresários descobriram que o Linux, que uma dia já foi um sistema operacional de “nicho”, fornece os componentes e os serviços necessários nos quais muitos se apoiam. O Linux continua sua penetração nos maiores data centers do mundo e em centenas de milhares de desktops individuais, e domina quase 100% da indústria de serviços para a nuvem. Por tudo isso, vale a pena dedicar algum tempo para descobrir o Linux e usá-lo em sua empresa. Aqui estão dez razões para que você dê uma segunda olhada no Linux.

1) Suporte comercial
No passado, as empresas usavam a ausência de suporte comercial como a principal razão para agarrarem-se ao Windows. As “três grandes” provedoras de Linux comercial – Red Hat, Novell e Canonical – puseram esse medo a nocaute. Cada uma dessas empresas oferece suporte 24x7x365 para suas aplicações de missão crítica e serviços de negócio.

2) Suporte a .NET
As empresas que padronizaram seu desenvolvimento com tecnologia Microsoft, especificamente com sua tecnologia web .NET, podem confiar no Linux para obter suporte às mesmas aplicações .NET. A Novell é a dona e apoia o projeto Mono, que oferece compatibilidade com .NET. Um dos objetivos do projeto Mono é oferecer às empresas a capacidade de escolha e de resistir à imposição de um único fornecedor. Além disso, o projeto Mono oferece plugins Visual Studio para que os desenvolvedores .NET possam transferir facilmente aplicações .NET baseadas em Windows sem mudar suas ferramentas de desenvolvimento familiares. Por que a Novell e outras empresas iriam querer criar um ambiente .NET para Linux? Para a estabilidade real de aplicações .NET, o Linux é uma escolha melhor que o Windows.

3) Disponibilidade online
A estabilidade do Linux oferece aos donos de empresas a paz de espírito de que suas aplicações não sofrerão panes muito longas causadas por instabilidade do sistema operacional. O Linux oferece os mesmos níveis de disponibilidade (geralmente medidos em anos) que seus primos Unix. Esta estabilidade significa que o Linux pode suportar as exigências de serviços “99,999% disponíveis”. Reboots após cada correção de software, Service Packs e alterações de drivers fazem do Windows uma escolha instável e não confiável para aqueles que precisam suporte ininterrupto para suas aplicações e serviços críticos.

4) Segurança
Nenhum sistema operacional é 100% seguro - e o Linux não é exceção. Mas o Linux oferece segurança excelente a seus usuários. Das atualizações regulares do kernel a uma lista quase diária de atualizações de segurança, os mantenedores do código mantêm os sistemas Linux bastante seguros. Os donos de empresas que se apoiam em sistemas Linux com suporte comercial terão acesso a todas as correções de segurança disponíveis. Com Linux, você tem uma comunidade mundial de provedores de correções de segurança, e não uma única empresa com código fonte fechado. Você está completamente dependente da resposta de uma só empresa para lhe fornecer correções de segurança quando usa Windows.

5) Aproveitamento de habilidades
Uma barreira à adoção do Linux foi a ideia que o Linux não é tanto como o Linux, e por conta disso os administradores Unix não poderiam usar com sucesso seus conhecimentos ao fazer a mudança para o Linux. O layout do sistema de arquivos do Linux parece como qualquer outra versão comercial do Unix. O Linux também usa um conjunto padrão de comandos Unix. Há alguns comandos Linux que não se aplicam ao Unix, mas isso também ocorre entre as diversas versões do Unix.

Os administradores Windows podem descobrir que o uso de um teclado em vez de um mouse é uma parte difícil da transição, mas uma vez que eles descubram o poder da linha de comando, eles nunca mais irão querer dar cliques. Não se preocupe com aqueles que não largam uma interface gráfica: o Linux tem diversos gerenciadores de desktops para escolher – e não apenas um.

6) Hardware de mercado
Os empresários vão gostar do fato de que seus sistemas “ultrapassados” ainda rodarão Linux – e bem. Felizmente para quem adota o Linux, não há aquela loucura de atualização de hardware que segue toda nova versão do software recém-lançado. O Linux roda em x86 com arquiteturas de 32 e 64 bits. Se seu sistema roda Windows, ele rodará Linux.

7) Linux é grátis
Você pode ter ouvido que o Linux é grátis (free, em inglês). O Linux não custa nada, e também é livre no sentido que também é livre de patentes e de outras restrições que impediriam empreendedores mais criativos de editar e melhorar o código fonte. Essa habilidade de inovar com Linux tem ajudado a criar empresas como a Google, que aproveitaram essa oportunidade e a converteram em grandes negócios. O Linux é grátis e livre, no sentido de liberdade.

8) Comunidade mundial
O Linux tem o apoio de uma comunidade global de desenvolvedores que contribuem com o código fonte, atualizações de segurança e melhorias no sistema. Esta comunidade ativa também fornece às empresas o suporte gratuito por meio de fóruns e sites. Esta comunidade dispersa pelo mundo dá paz de espírito aos usuários de Linux, porque não há um ponto único de falha nem uma fonte única para suporte e desenvolvimento Linux.

9) Linux Foundation
A Linux Foundation é um coletivo corporativo de patrocinadores Platinum (Fujitsu, Hitachi, HP, IBM, Intel, NEC, Novell e Oracle) e membros que, por meio de doações e contribuições associativas, patrocinam Linus Torvalds e outros que trabalham em tempo integral no Linux. Seu propósito é “promover, proteger e padronizar o Linux para abastecer seu crescimento pelo mundo”. É a fonte primária para todas as coisas Linux. A Linux Foundation é uma grande adição aos usuários e entusiastas do Linux porque sua existência assegura o desenvolvimento contínuo do sistema.

10) Atualizações regulares
Você está cansado de esperar por um Service Pack do Windows a cada 18 meses? Cansado das dificuldades de atualizar seus sistemas Windows de tempos em tempos porque não há uma rota clara de upgrade? O Ubuntu Linux oferece versões novas e melhoradas a cada seis meses e versões de suporte de longo prazo a cada dois anos. Toda distribuição Linux oferece atualizações regulares de seus pacotes e fontes diversas vezes por ano e atualizações de segurança sempre que necessárias. Você pode deixar qualquer angústia de upgrade para sua cópia oficial licenciada do Windows porque é fácil atualizar o Linux e migrar de uma versão para outra, mais nova. A melhor parte: o Linux não exige reboot.

Se você quiser dar uma olhada no Linux, aqui estão diversas distribuições que podem ser baixadas gratuitamente. Seu uso também não exige qualquer contrato de suporte comercial.

- CentOS – distribuição livre do Red Hat Enterprise Linux

- Ubuntu – distribuição livre corporativa (suporte comercial disponível)

- Fedora – O Projeto Fedora é a versão livre e suportada pela comunidade do Red Hat Linux.

- OpenSUSE – A versão livre e suportada pela comunidade do SUSE Linux da Novell.

- Debian – A distribuição-pai de muitas distribuições Linux, incluindo Ubuntu e Linux Mint.

Você pode encontrar informação sobre a migração do Windows para Linux por meio da Linux Foundation ou de quaisquer de seus patrocinadores Platinum. Quando se trata de aumentar sua eficiência, economizar dinheiro e oferecer serviços ininterruptos para seu negócio e seus clientes, de quantas razões você precisa?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Google: os segredos da Melhor Empresa para Trabalhar em 2010

Fonte: COMPUTERWORLD
Por TATIANA AMERICANO

Quem acha que diversão e trabalho não combinam precisa rever seus conceitos. O Google, primeiro colocado no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em TI e Telecom de 2010, tem como filosofia que só com um ambiente de trabalho descontraído e regras flexíveis seus funcionários  ou Googlers, como são chamados internamente   terão condições de atingir o principal objetivo da empresa: criatividade para desenvolver soluções e produtos inovadores no mercado.

Um indício do modelo pouco convencional de gestão das pessoas é o ambiente de trabalho. Nos escritórios do Google no Brasil (em São Paulo e em Belo Horizonte), mesas de pingue-pongue, videogames, pufes e redes de descanso dividem espaço com mesas, cadeiras e computadores. Além disso, as baias de trabalho de cada um dos funcionários, inclusive a do presidente da empresa, são decoradas individualmente, graças a uma verba de 100 dólares que os empregados recebem quando entram na companhia.

"Um diferencial, seguramente, é o ambiente. Além de todas as atividades lúdicas, voltadas a fazer com que as pessoas se divirtam e trabalhem ao mesmo tempo, temos uma série de espaços de convivência", explica a gerente de recursos humanos do Google para América Latina, Monica Santos, que completa: "Isso está ligado com a cultura de colaboração".

Monica acredita que o modelo colaborativo representa um dos segredos do sucesso da companhia, reconhecida como uma das empresas mais bem-sucedidas da internet e que faturou mais de 23,6 bilhões de dólares globalmente em 2009. Essa colaboração começa no modelo de contratação das pessoas. O Google estimula que os funcionários indiquem bons profissionais para trabalhar na empresa. Como forma de estimular essa prática, toda vez que uma pessoa é contratada a partir da indicação de um Googler, este último recebe um bônus de 5 mil reais.

Em 2009, a gerente de RH calcula que 61% das pessoas contratadas no País foram indicadas por funcionários do Google. "Acreditamos que bons profissionais têm uma rede de relacionamento forte e gostam de trabalhar com gente competente", justifica Monica. "Mas isso não significa que damos preferência apenas a indicados. No nosso site temos uma área (Google Jobs) na qual qualquer um pode se candidatar", acrescenta a executiva, que, em 2009, recebeu mais de 10 mil currículos somente no Brasil.

Quanto ao perfil de profissionais buscados pela empresa, a gerente detalha que um dos aspectos mais importantes para a seleção de potenciais funcionários é o histórico escolar. "Pelo fato de ter sido fundado por acadêmicos, o Google dá muito valor ao desempenho universitário", relata.

Além disso, a empresa busca pessoas compatíveis com o que estabelece como um bom Googler. Isso envolve ter habilidade para lidar com mudanças, flexibilidade, paixão por tecnologia, vontade de fazer trabalhos voluntários e interesses que vão além do trabalho, como gostar de esportes e de música.

Vicente Carrara, gerente de contas para a área de bens de consumo da empresa no Brasil, representa um bom exemplo do espírito Googler. Aos 30 anos de idade, dos quais 4 deles no Google, o executivo é guitarrista nas horas vagas e carrega um currículo bastante diversificado, que inclui desde apresentações de teatro, até produção de cartões para baladas e tradução para séries e filmes de televisão.

Formado em marketing, Carrara conta que entrou na empresa por acaso. "Era marketeiro online de uma grande empresa de tecnologia, quando, uma pessoa do Google veio me visitar para apresentar um produto", relata. De acordo com ele, essa conversa despertou um interesse pelo que fazia a companhia. "Vi na internet que eles tinham uma vaga e mandei meu currículo", detalha o gerente, que fez sete entrevistas com a matriz da empresa, nos Estados Unidos, até ser contratado, em julho de 2006.

Quando questionado sobre o que torna o Google uma empresa interessante para trabalhar, o gerente responde: "A questão mais fascinante são as pessoas. Você pode aprender coisas todos os dias." 

Cinthia Assali, que atua como especialista em display da companhia para América Latina, concorda com a visão de Carrara e atribui esse diferencial da equipe à diversidade. "Aqui, trabalho ao lado de pessoas formadas em fonoaudiologia, pedagogia, letras, entre outras", diz a executiva, formada em engenharia civil e que já atuou como supervisora de um terminal de carregamento em uma indústria de petróleo.

Reconhecimento

Cinthia destaca que outra questão importante são as oportunidades de crescimento profissional e o reconhecimento. E a especialista fala com propriedade, já que ela recebeu, no mês de junho deste ano, o Founders Awards. Trata-se de um prêmio mundial concedido pelos fundadores do Google para os profissionais que se destacaram por conta de projetos que trouxeram resultados para a companhia. No caso da profissional brasileira, ela fez parte de uma iniciativa global  da qual participaram pessoas do Japão, da Índia, dos Estados Unidos, da Europa e da América Latina voltada a criar novos formatos de anúncios online.

Os ganhadores do Founders Award recebem um bônus em dinheiro, além de diversos prêmios, entre os quais, uma identificação especial no crachá. O mais importante, contudo, relata Cinthia, é o reconhecimento que isso traz dentro da equipe. "Mais legal do que um e-mail dos vice-presidentes (no qual todos os funcionários do mundo são copiados) foi receber os cumprimentos dos meus colegas", conta a especialista.

A gerente de RH na América Latina destaca que comemorar resultados faz parte do jeito Google de ser. Para isso, toda quinta-feira, a empresa realiza uma reunião no final do dia com todos os funcionários e durante a qual o principal executivo da companhia compartilha os resultados obtidos. Na sequência, é realizada uma confraternização, batizada de TGIaF [Thanks God Is (almost) Friday ou, em português, Graças a Deus é (quase) Sexta-Feira].

Monica ressalta, no entanto, que a celebração representa algo constante na companhia. Assim, todas as vezes em que algum profissional recebe uma promoção, a empresa estoura um champanhe. Além disso, o Google mantém em seu calendário anual uma série de eventos temáticos  como Dia das Bruxas, Dia do Bigode, Dia do Pijama, entre outros , voltados a promover a confraternização entre todo os funcionários.

O clima de integração também se reflete nos benefícios oferecidos pela companhia, os quais são iguais para todos os profissionais, independentemente de cargo, tempo de trabalho ou região geográfica. Uma das únicas exceções, conta Monica, é o caso da política de educação para os profissionais, exclusiva para as filiais da América Latina.

Estímulo à formação


A política prevê que todos os profissionais dos escritórios latino-americanos do Google têm direito a uma verba anual  que, no caso do Brasil, é de 16 mil reais  para educação. "E o funcionário pode usá-la para fazer cursos de interesse profissional ou pessoal", explica a gerente de RH. Na prática, o valor pode ser utilizado para subsidiar 75% do custo total que precisa ser investido.

Vicente Carrara acaba de terminar um curso de pós-graduação no Insper, em Certified Business and Administration, graças à verba concedida pelo Google.

"Foi a primeira vez na vida em que uma empresa me deu esse tipo de benefício", ressalta o gerente. "E o legal é que não tive qualquer burocracia para conseguir o subsídio", complementa. Ele explica que, para obter o aval da empresa, escreveu um texto justificando os motivos pelos quais gostaria de realizar o curso. E, em apenas um dia, seu chefe direto e o responsável pela área de recursos humanos aprovaram o uso do recurso para treinamento.

Não foi só a facilidade de aprovação que surpreendeu Carrara. Ele afirma que, durante os quase dois anos de curso, recebeu todo o apoio da empresa.

"Todas as vezes em que precisei, pude sair mais cedo para fazer trabalhos e estudar. E sempre ouvia do meu chefe que o mais importante era terminar a pós com notas boas", conta o gerente. Além disso, ele detalha que usou o próprio escritório da Google para realizar reuniões em grupo com sua turma da pós-graduação.

E como um bom Googler, Carrara já se prepara para um curso de educação corporativa no exterior, ainda neste ano. "Vou aproveitar 10 a 15 dias das minhas férias para estudar nos Estados Unidos ou na Inglaterra", pontua o executivo que, assim como no caso da pós-graduação, vai usar a verba de 16 mil reais para subsidiar a iniciativa.

Além disso, o gerente pretende fazer um curso de espanhol, oferecido gratuitamente pela Google, aos profissionais da empresa que utilizam a língua no dia-a-dia de negócios.

Para Deputado Federal no DF, conheça as propostas de Ricardo Marques (1444).

terça-feira, 8 de junho de 2010

8 Maneiras de se Perder Dinheiro na Bolsa

O texto abaixo recebi por e-mail muito tempo atrás e não registrava o nome do autor. Como o mais comum é encontrarmos livros e artigos que tentam ensinar-nos a ficar milionários na Bolsa, acredito ser interessante mostrar também onde residem os erros dos traders. O autor original listou 8 motivos que nos fazem perder nosso rico dinheirinho:


1. A pressa de ganhar: Este é um erro muito comum entre aqueles que se iniciam no mercado bolsista. Atraídos pelo lucro fácil, sonham em tornar-se milionários de um dia para o outro. Fazem negócios de alto risco, colocando “os ovos todos no mesmo cesto”. Alguns chegam, inclusivamente, a recorrer ao crédito para assim tentar chegar mais rapidamente à fortuna. Geralmente, só percebem que não se enriquece de um dia para o outro quando a sua conta estiver reduzida quase a zero. 


2. Baixar o preço médio: Quando as ações da carteira começam a cair, a reação normal dos investidores é comprar mais para baixar o preço médio. Se ela continuar a cair, compram mais. Este é, geralmente, um dos caminhos para o insucesso. Se o mercado está indo na direção contrária ao que os investidores esperavam, por norma, eles tendem a pensar que quem está errado é o mercado e não eles. Ao contrariarem-no, acabam por colocar todo o seu capital numa posição perdedora onde poderão ter que esperar anos para recuperar o seu capital inicial. 

3. Pensar que encontrou a receita mágica: Lamento desiludir alguns leitores mas, se pensam que descobriram a receita milagrosa para ganhar em bolsa, estão enganados. Não há receitas mágicas, nem análises perfeitas, nem ótimos pontos de entrada, nem infalíveis pontos de saída, nem negócios com 100% de hipóteses de sucesso. Negociar é, acima de tudo, um jogo de probabilidades onde devemos tentar estar do lado onde haja mais probabilidades de ganhar. E se alguém, alguma vez, julgar ter encontrada a receita mágica e infalível pense - pelo menos - que não dura para sempre. 

4. Não ser consistente: Depois de começarem a perceber que não há receitas mágicas, os investidores começam a fazer exatamente o oposto, ou seja, usam um estilo de negociação diferente todos os dias. Este é um dos piores erros possíveis. Isto leva as pessoas a negociarem sem o mínimo de método, comprando e vendendo ações quase sem perceber porque o fazem. Podem ter a sorte de fazer alguns negócios fabulosos e até de ter um ano fantástico mas, garanto, é impossível ganhar durante vários anos, consistentemente, mudando todos os dias de estilo e método. 

5. Forçar negócios: Quantas vezes já negociaram sem convicção daquilo que estavam a fazer? Se a resposta for “muitas”, há razões para reverem sua atitude perante o mercado. Inúmeras vezes, os investidores negoceiam apenas pelo prazer de negociar, sem ter motivos fortes para o fazer. Pode ser divertido, mas duvido que não seja mais uma forma de perder dinheiro em bolsa. 

6. Falta de confiança: A confiança em nós próprios é fundamental para termos sucesso no mundo exigente dos mercados financeiros. Quando não a temos, negociamos com medo e estamos constantemente a duvidar da nossa posição o que leva a, mais tarde ou mais cedo, fecharmos a posição porque não conseguimos aguentar a pressão psicológica. Geralmente, isto acaba por originar fechamentos de posições na pior altura possível. Como é que se constrói a confiança? São precisos anos e anos de mercado e, mesmo assim, há pessoas que nunca conseguem adquiri-la. É também por isso que afirmo que os mercados são duros para quem se inicia. 

7. Excesso de confiança: Ter excesso de confiança é também fatal para quem quer ganhar dinheiro em bolsa. Por melhor que um investidor se julgue ser, ele não deve nunca perder o respeito por esse “bicho” chamado mercado. Acreditar que somos mais espertos que o mercado costuma trazer-nos grandes dissabores. E, neste caso, posso garantir que há algum tempo sofri na pele as consequências de ter excesso de confiança. “O mercado tem sempre razão”. Sempre. Até quando não tem... 

8. Falta de sorte: Deixei para o fim aquela que costuma ser a primeira justificativa dos investidores para o seu próprio insucesso. A sorte não deve ser a principal razão para se justificar as perdas em bolsa mas seria um grave erro ignorar a sua importância. Por mais correta que seja a postura e análise de um investidor, basta um momento de azar para por tudo a perder. Para minimizar isto, a diversificação de investimentos é fundamental. Mas convém não esquecer que “a sorte protege os audazes”.