sexta-feira, 4 de maio de 2007

Quando Vai Acontecer A Correção do iBovespa?

Nas duas últimas semanas praticamente todos os analistas de mercado avisaram que uma "correção" estava prestes a acontecer e que teríamos uma boa queda na Bovespa.

Com boa parte dos pregões de abril fechando em alta (o mês acabou encerrando com uma valorização de quase 7%, para alegria geral), era consenso geral que os investidores institucionais iriam realizar o lucro obtido, vendendo suas posições e assim provocando uma queda generalizada.

Passada uma quinzena do início das previsões, o índice ultrapassou os 50.000 pontos e todas as tentativas de realizações de lucros acabaram dando em nada, pois o mercado está "comprador".

Com esse otimismo todo, muitos já acreditam que chegaremos nos 52 mil pontos antes de acontecer a propagada "correção". Os analistas, que no início do ano previam que o iBovespa chegaria a 55.000 em dezembro, já apostam nos 60 mil. E não está faltando otimista prevendo que alcançaremos os 65 mil pontos.

Nesse mar de boas notícias, aqueles que, como eu, venderam boa parte de seus papéis na última semana acreditando em uma queda considerável, sentiram aquele desagradável gostinho de perder um bom rendimento por ser apressado.

E, para aqueles que estão chegando agora para aplicar na bolsa, qual é a melhor estratégia? Se o índice realmente conseguir chegar nos 52 mil, significa espaço para ganhar quase 3% nos próximos pregões (a bolsa fechou em 50.598 pontos hoje, 04 de maio).

Pessoalmente (e vários analistas possuem a mesma opinião), acredito que esse seja um péssimo momento para entrar. Uma correção com certeza irá ocorrer (não é "se" vai acontecer, mas "quando"). Minha sugestão é esperar essa queda (alguns estimam que o índice possa recuar para 46 mil pontos, o que vai gerar excelentes oportunidades de compra) e então adquirir os papéis que deseja.

Todos já devem ter escutado que o "segredo" para ganhar dinheiro na bolsa é "comprar na baixa e vender na alta". O problema é conseguir identificar quando um papel chegou no fundo do poço e quando alcançou o pico. Quem já aplica a mais tempo já teve bons prejuízos ao comprar papéis quando eles despencaram, esperando bons lucros, e esses ficarem meses parados (ou, pior ainda, caírem mais ainda). Ou então venderem uma ação por acreditar que ela atingiu seu limite e logo depois ela disparar (alguns dos papéis que vendi na semana passada valorizaram-se em mais de 5%, para meu desgosto).

Definir com certeza o momento ideal de comprar ou vender é quase impossível (mesmo com uma análise fundamentalista e/ou gráfica, com relativa freqüência eu vejo os profissionais da área "darem tiros nágua"). Entretanto, é importante controlar a ganância de tentar ganhar o máximo em cada operação e tentar se expor a um risco menor.

Em resumo: se você é iniciante e não tem um bom conhecimento do mercado, sugiro aguardar um pouco mais. O risco que estará correndo se entrar agora é considerável. Assim, esperar por uma boa oportunidade para entrar pode ser a melhor estratégia. A próxima semana, acredito, vai dizer se a "bola de cristal" que consultei funciona ou é um produto "made in Paraguay"... :)

sexta-feira, 6 de abril de 2007

IPO's: A Festa Acabou?

Até meados de março, praticamente todas as IPO's ocorridas nos últimos meses eram uma festa de lucros excelentes. Em um único dia, era possível ganhar muito mais do que o rendimento dos fundos de renda fixa de todo o ano de 2006. Para ficar apenas entre as melhores, podemos citar a GVT, que valorizou 27,22% no dia do lançamento, a Anhanguera, com 21,39%, a Rodobens, com 16,67%, e assim por diante. A São Martinho, que rendeu 18,3% no primeiro dia, chegou a quase 30% nos dois dias seguintes.

Em 2007, dos 8 lançamentos ocorridos, apenas a Camargo Correa foi uma decepção, com uma desvalorização de 2,14%. Enfim, participar de uma IPO era quase uma certeza de ganho fácil.

Em fóruns que participo, alguns investidores com maior conhecimento de mercado estavam "indignados" com a situação. Muitas das empresas estavam com os valores de seus papéis sobrevalorizados já no bookbuilding e mesmo assim ainda conseguiam valorizações fora da realidade. Eu lia posts de vários membros que diziam que haviam parado de fazer qualquer análise dos papéis, pois o mercado estava comprador de qualquer forma e o lucro era garantido.

Mas, como o mercado sempre se ajusta à essas anomalias, a situação começou a mudar com o lançamento dos papéis da Friboi em 29 de março. Com a estimativa de seus papéis em R$ 6,2 bilhões, mais do que o valor da Perdigão e da Sadia, pareceu que os investidores acordaram e tomaram consciência que um lançamento precisa respeitar certos limites e que os donos não podem simplesmente pedir o valor que quiserem pela empresa.

Com uma desvalorização de 12,5%, as ações da Friboi foram o maior fiasco da Bovespa em um IPO desde 2004. No dia 2 de abril, os lançamentos do Banco Pine e da Even (desvalorizações de 2,11% e 3,48% respectivamente) acabaram sendo contaminados pelo clima de incerteza gerado pela Friboi.

Após três lançamentos consecutivos com desvalorização dos papéis de suas empresas, todos começaram a se perguntar sobre como se comportariam os IPO's seguintes. Felizmente, dia 5 de abril, na véspera do feriado de páscoa, o lançamento da BR Malls alcançou a valorização de 5,33% em um único dia, mostrando que não haveria um clima de pessimismo generalizado no mercado.

A BR Malls é uma das líderes do setor de Shopping Centers no Brasil e só não atua no norte do país. Apesar do valor das ações ter ficado no teto do estipulados pelos coordenadores do lançamento (estimado entre R$ 11,00 e R$ 15,00, acabou sendo lançada pelo topo), vários analistas consideraram que ela ainda possuia um bom potencial de crescimento. Motivo provável para sua boa aceitação pelos investidores institucionais.

Assim, aparentemente o mercado mostrou que existe sim uma forte demanda por novas ações, porém a partir de agora os investidores deverão ficar mais atentos em relação aos fundamentos de cada papel.

Aos que estão começando, antes de entrar em um IPO, leiam os prospectos das empresas e procurem saber se o valor da ação está dentro do aceitável ou se está sobrevalorizado (fóruns de discussão continuam sendo um bom local para conseguir essas informações). Atentem também para o potencial de crescimento da empresa, pois isso é um dos maiores indicadores de valorização (os grandes investidores, que são os que irão derrubar ou subir o valor dos papéis, somente ficarão com os mesmos se a empresa possui fundamentos financeiros concretos para indicar seu crescimento). Se não tiver certeza, converse com o seu corretor, pois normalmente ele possui informações mais detalhadas sobre esses papéis.

Provavelmente os lançamentos de ações ainda serão um bom negócio durante o ano de 2007. Só que agora exigirão um pouco mais de atenção e planejamento por parte dos investidores...


Em tempo: uma dica para quem participa de um IPO é verificar como se dá a sua abertura no pregão. Se o papel já iniciar em baixa, desfaça-se do mesmo imediatamente, para diminuir os prejuízos. Dificilmente uma ação que abre em baixa consegue reverter sua tendência. Assim, assuma a perda e espere uma oportunidade de recupera-la em outra operação. Afinal, não se pode ganhar sempre e é muito importante estar consciente do momento certo para "pular fora do barco".

domingo, 18 de março de 2007

Curso Grátis de Análise Técnica (ou Gráfica)

Quem assina boletins como o Projeção, especializados em produzir análises sobre papéis, já deve ter visto textos como "se o iBovespa perder o suporte dos 42.000 pontos, deve procurar um novo aos 38.000" ou então "o papel, que está em tendência altista, deve encontrar resistência em R$ 12,30. Se ultrapassar esse valor, deve testar novo teto em R$ 13,10".

Para entender esses termos e saber como são determinados os valores de teto e suporte de uma ação, é preciso conhecer a Análise Técnica (ou Gráfica).

E para aqueles interessados no assunto ou que desejam aprender como formular uma estratégia para compra e venda de ações, o Leandro Stormer disponibilizou em seu site 3 cursos on-line (animações em Flash) grátis sobre o assunto.

Além de análise de papéis, são explicadas de forma bem detalhada as terminologias usadas. Os básicos são gratuitos, enquanto que os intermediários são pagos. Para quem está começando (ou vai começar), é uma excelente pedida.

Acredite, após os 80 minutos (tempo total dos 3 cursos) você estará apto para entender melhor os boletins e análises disponíveis na web, além de aprender como reagir nesse período de turbulências da bolsa...