A ideia é que o sistema permita transferências financeiras, através do celular, entre correntistas de quaisquer bancos do Brasil, assim como pagamentos a lojistas. A tecnologia utilizada pelo usuário final para realizar a transação poderá variar desde uma mensagem de texto (SMS) até o uso de um aplicativo móvel ou de Near Field Communications (NFC), ficando a critério de cada banco. A plataforma, na prática, cuidará apenas do clearing dessas transações entre as instituições financeiras. Será necessário contratar uma empresa externa para gerenciar o sistema, tal como é feito hoje pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) no clearing de DOCs e TEDs. Por sinal, a CIP é tida como candidata natural a realizar esse papel em m-payments.
Para o usuário final, o serviço será como uma carteira eletrônica, que ele carrega de dinheiro e vai gastando aos poucos, em transações realizadas via celular. "É importante gerarmos o hábito do uso. Para isso, o ideal são pagamentos pequenos e recorrentes, como a passagem em transportes públicos. Assim foi feito no Japão, por exemplo", cita Silvana Machado, vice-presidente da AT Kearney, que auxilia a Febraban nesse projeto. Ela destaca também a necessidade de o serviço ser seguro e fácil de usar: "Não pode ser algo complicado, cheio de senhas e contrassenhas". A precificação do serviço poderá variar de banco para banco. É provável que a Febraban defina um limite de valor por transação, por questões de segurança.